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sábado, 10 de novembro de 2012

Um poema de João Luís Barreto Guimarães


este poema foi escrito ontem hoje não
vou escrever (na face nego sorrisos como
quem fecha janelas) hoje só preciso de
mim (este poema é grátis: não está
incluído no preço do livro). hoje
não tocarei o corpo da Corona Four
uma ‘azerty’ americana já com uma certa
idade (ainda é das que escreve poesia a
preto e ranco) faz um mês que se perdeu
a tecla da letra « » só por isso não
tenho escrito sobre o rilho dos teus
olhos. o meu copo está vazio (hoje
não é poedia) depois eu mando alguém
uscar as minhas palavras
João Luís Barreto Guimarães, Poesia Reunida, Quetzal, 2011.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um poema de Srikanth Reddy



If there is a story, it is this. At one point I had

tears in my eyes. Now I consider the light of

morning in a major university, reflecting on the

failure of reason in Alice in Wonderland. Each

week, I plan an assignment. Students, interrogate

form down to the last comma. Students, broadcast

the crimes of history. In March, the government,

mired once again in a morass of confusion

and double-dealing, had no way of explaining

American casualties in the war. It had neither

inside nor outside, like a long ago fire in the

world.


Voyager de Srikanth Reddy, 2011, 144 pp.