Um poema de amor que ninguém
tivesse feito e só um merecesse
e só o outro entendesse
E aí estaria ele o amor
em estado de pura nudez
litográfica à século das luzes
O Quarto Azul e Outros Poemas, Letra Livre, 2011
“Books are finite, sexual encounters are finite, but the desire to read and to fuck is infinite; it surpasses our own deaths, our fears, our hopes for peace.” ― Roberto Bolaño
terça-feira, 23 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Shel Silverstein - Openin'Night
She had the jitters
She had the flu
She showed up late
She missed her cue
She kicked the director
She screamed at the crew
And tripped on a prop
And fell in some goo
And ripped her costume
A place or two
Then she forgot
A line she knew
And went “Meow”
Instead of “Moo”
She heard ‘em giggle
She heard ‘em boo
The programs sailed
The popcorn flew
As she stomped offstage
With a boo-hoo-hoo
The fringe of the curtain
Got caught in her shoe
The set crashed down
The lights did too
Maybe that’s why she didn’t want to do
An interview.
Retirado daqui.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Afinal acabo sempre por falar de ti
Aqui de novo estou, cantiga, neste
lugar de eleição onde retomo a escrita.
É um vagar premeditado, no regresso ao corpo,
em demorado gosto de bebida dupla. Reparo: a carga
das palavras, canga difícil para quem
deste modo quer fazer o mosto. A poesia
já regressa, por entre cortinados e veludos
e o quarto, a sala, os corredores, o vão
da escada, ressoam com seus passos,
afinal tão leves - a neve no soalho,
difícil no silêncio. Dizia no regresso; assim
desfaço os nós do medo: floresta e engano,
areal distante. Sorris e tudo é novo.
Sim: acabo sempre por falar de ti.
Eduardo Guerra Carneiro, Contra a Corrente, Lisboa, &etc., 1988
lugar de eleição onde retomo a escrita.
É um vagar premeditado, no regresso ao corpo,
em demorado gosto de bebida dupla. Reparo: a carga
das palavras, canga difícil para quem
deste modo quer fazer o mosto. A poesia
já regressa, por entre cortinados e veludos
e o quarto, a sala, os corredores, o vão
da escada, ressoam com seus passos,
afinal tão leves - a neve no soalho,
difícil no silêncio. Dizia no regresso; assim
desfaço os nós do medo: floresta e engano,
areal distante. Sorris e tudo é novo.
Sim: acabo sempre por falar de ti.
Eduardo Guerra Carneiro, Contra a Corrente, Lisboa, &etc., 1988
segunda-feira, 15 de julho de 2013
New Orleans Review - 39.1
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Let's Get out of this Country
Todos os dias caminho cerca de 4km a fim de expulsar os demónios que existem em mim. Na maior parte das vezes tenho sérias dúvidas de que funcione, mas lá o continuo a fazer, talvez mais por hábito do que por outra coisa qualquer. Na verdade, há dias em que só me apetece é continuar a andar e pronto. Esvaziar a cabeça e só andar. No outro dia, num acesso nostálgico - é engraçado como se usa esta palavra para um album de 2006 - resolvi ouvir o Let's Get Out of this Country dos fabulosos Camera Obscura, banda genial de Glasgow e, enquanto entoava a melodia e andava, apercebi-me de que a minha cabeça estava a encher-se de ideias.
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