Parte da banda sonora de Adventureland (2009 - Gregg Montola)
“Books are finite, sexual encounters are finite, but the desire to read and to fuck is infinite; it surpasses our own deaths, our fears, our hopes for peace.” ― Roberto Bolaño
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Recipe For A Hippopotamus Sandwich
A hippo sandwich is easy to make.
All you do is simply take
One slice of bread,
One slice of cake,
Some mayonnaise
One onion ring,
One hippopotamus
One piece of string,
A dash of pepper —
That ought to do it.
And now comes the problem…
Biting into it!
All you do is simply take
One slice of bread,
One slice of cake,
Some mayonnaise
One onion ring,
One hippopotamus
One piece of string,
A dash of pepper —
That ought to do it.
And now comes the problem…
Biting into it!
Shel Silverstein
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Jenny Hval - Innocence is Kinky
Não conhecia esta artista, mas agradeço ao meu amigo R. pela sugestão. Fabuloso!
terça-feira, 28 de maio de 2013
Um poema de Jorge Gomes Miranda
Se outras preferiam os tecidos de seda
do desejo
ela dava-se à ganga coçada
do amor
depois de noites mal dormidas.
Derivava pelas ruas perdidas
de uma cidade de luzes aquosas
opostas ao comércio
livre jogando a não ser vista
senão nos inquietantes interlúdios
das árvores.
Pautávamos os nosso sonhos
pelos seus inaudíveis passos,
toques insistentes à porta
a desoras e sem avisar.
Nunca fomos tão felizes
como quando arrancados
literalmente da cama
a seguíamos pelas alamedas
até a um mar sem dano.
Porque de praias e luz
era feito o nosso corpo,
essa espécie de fome.
Postos de Escuta, Lisboa: Presença, Colecção Forma, 2003.
do desejo
ela dava-se à ganga coçada
do amor
depois de noites mal dormidas.
Derivava pelas ruas perdidas
de uma cidade de luzes aquosas
opostas ao comércio
livre jogando a não ser vista
senão nos inquietantes interlúdios
das árvores.
Pautávamos os nosso sonhos
pelos seus inaudíveis passos,
toques insistentes à porta
a desoras e sem avisar.
Nunca fomos tão felizes
como quando arrancados
literalmente da cama
a seguíamos pelas alamedas
até a um mar sem dano.
Porque de praias e luz
era feito o nosso corpo,
essa espécie de fome.
Postos de Escuta, Lisboa: Presença, Colecção Forma, 2003.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Um dia
![]() |
| Al Berto em Sines
[…]
[Cada vez escrevo / produzo menos, mas o pouco que produzo requer tempo. Requer toda a minha disponibilidade, toda a minha paixão. Não posso continuar com coisas exteriores à minha escrita a perturbarem-me. Tenho de avançar rapidamente com o projecto que me obceca há muito. O tempo faz-se escasso.
Faz um frio de partir os ossos. Os dias cheios dum sol espantoso, uma limpidez que se vê a costa até ao Cabo Sardão. Às vezes desejaria ter sido pastor, homem transumante. Ir e regressar, com o sol e com as chuvas, ir e regressar sempre com o ciclo das estações…
Fiz 36 anos, hoje, acabaram-se para sempre algumas coisas, outras iniciam-se agora, só a juventude não se recomeça nem tem início hoje… Tenho de começar a habituar-me à grande desolação dos dias, sempre mais vazios, sem ninguém, porque assim o quis.
A partir de hoje tenho o tempo todo para escrever, para não fazer nada, envelhecerei calmamente. Tenho a certeza. Não há tempo, ainda bem!]
in Diários, Al Berto (11-01-1948 § 13-06-1997), Assírio & Alvim, 2013
Retirado daqui.
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