Seja como for, só te podes culpar a ti mesmo.
De algum modo, sempre foste fascinado
pelas estrelas. Mas um céu nebuloso decidiu
juntar-se a ti, sombras opacas num jogo
complicado. Já não é como um vestido,
não podes espreitar por baixo. Setembro
traz consigo os dias curtos. Tens de encontrar
um refúgio, por mais pequeno que seja.
Vítor Nogueira. Segunda Voz. Lisboa: Averno, 2014.
“Books are finite, sexual encounters are finite, but the desire to read and to fuck is infinite; it surpasses our own deaths, our fears, our hopes for peace.” ― Roberto Bolaño
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sábado, 29 de setembro de 2018
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Vitor Nogueira - Pombo
Digam o que disserem, o grande vadio das cidades
é o pombo. Mistura-se com o fumo dos automóveis,
a luz dos cafés. Empoleira-se num busto
de homem célebre, o mesmo atrevimento
com que se mete num enfeite banal de cantaria.
Um dia bate as asas, lá se vai. Qual é o seu destino?
Sabe-se acaso o destino de uma asa que esvoaça?
é o pombo. Mistura-se com o fumo dos automóveis,
a luz dos cafés. Empoleira-se num busto
de homem célebre, o mesmo atrevimento
com que se mete num enfeite banal de cantaria.
Um dia bate as asas, lá se vai. Qual é o seu destino?
Sabe-se acaso o destino de uma asa que esvoaça?
in Modo Fácil de Copiar uma Cidade, &Etc, 2011
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